"Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos com as atrocidades praticadas contra outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos civilizados." ― Vladimir Herzog

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Painel Paulo Freire, obra de Luiz Carlos Cappellano.

Painel Paulo Freire, obra de Luiz Carlos Cappellano.
#PauloFreireMereceRespeito #PatonoDaEducaçãoBrasileira #PauloFreireSempre

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CRUZADA PELA PAZ

A iniciativa pode partir de você!

Faça você mesmo um movimento na sua escola, no seu bairro, na sua comunidade, na sua associação comunitária, na sua igreja, na sua ONG, no seu prédio, na sua empresa, na sua loja...

Você também pode difundir essa ideia e contribuir para uma "Cultura de Paz" entre os amigos, no seu site e/ou blog e nas redes sociais...

Faça a sua parte para a construção de um mundo melhor! 

 

Para saber mais sobre a "Cruzada Pela Paz" faça o download do folder clicando no cartaz acima.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Governo Federal investe como nunca no Pará

 
 Valdir Ganzer (*) 

O  governador Simão Jatene, prefeitos da capital e do interior e mandatários de cargos públicos executivo ou legislativo estão aplaudindo em pé a decisão do Governo Federal de transferir ao Pará em 2011, cerca de  4,7 bilhões, o maior da nossa história, " na busca incessante de promover o equilíbrio sócioeconômico entre estados e municípios", segundo definiu o Ministério da Fazenda. Em relação ao ano de 2010, os repasses do ano passado foram acima de 910 milhões de reais, dando oportunidade que os agentes públicos executassem  suas políticas de inclusão social investindo  em saúde, educação, saneamento, infraestrutura, melhores salários aos servidores públicos, enfim, o que a população necessita para viver melhor.

No entanto, não foi isso que se assistiu. Rodovias e pontes abandonadas, que vai nos dar trabalho nesse inverno com eventuais paralisações de tráfego; greve de professores de mais de 40 dias, um caos no sistema de educação; sistema de saúde considerado pela população segundo pesquisa o pior do Brasil; falta total de saneamento básico e de políticas de inclusão social, que são prioridades no governo do PT. Isso sem falar nos escândalos sexuais do sistema penal com abuso de adolescentes nos presídios, a ausência do Poder Público para conter a criminalidade e  o tráfico de drogras, a inoperância na questão agrária para titulação das terrras do campo e da cidade e a falta de apoio à agricultura familiar e das Casas Rurais. 

Sinceramente, nao entendo aonde foi parar essa dinheirama toda frente ao que seu viu em termos de obras e ações do governo Jatene em seu primeiro ano de mandato. Embora haja o argumento de ter encontrado o Estado atolado em dívidas, bastaria metade dos 910 milhões  que vieram a mais para sanar tudo, zerar os débitos que segundo foi divulgado eram de 400 milhões de reais.

Só agora, em levantamento da imprensa junto ao sistema do Tesouro Nacional, chegou-se a esse espetacular número de 4,7 bilhões. Eu pergunto, cadê esse dinheiro ? Onde ele foi aplicado ? Quais os resultados para sociedade ? Vou esperar o retorno das sessões da Assembleia Legislativa e cobrar do Goveno do Estado uma prestação de contas de todo esse recurso que o Governo da presidente Dilma Roussef transferiu cá mas que pouco ou quase nada chegou a quem realmente necessita, o povo paraense. sei muito bem  que os programas sociais  federais no Pará como Minha Casa Minha Vida, Saneamento,  Sistema de Abastecimento de Água, Luz Para Todos dentre outros, geralmente são usados pelos governantes em proveito próprio, como se eles estivessem executando e custeando as obras. Mas o povo não é bobo nem se deixa enganar. A presidente Dilma virá inaugurar tudo isso, desde o asfalto das rodovias Transamazônica e Cuiabá/Santarém que era promessa desde o regime militar há 40 anos mas só o PT meteu a cara e fez. Que o governador Simão Jatene venha a público esclarecer o que foi feito dos quase 5 bilhões repassados pela União, o que era para investir em obra federal, estadual e municipal. Quem fala tanto em transparência
não tem porque  esconder números por mais reveladores que eles possam ser.

(*) Deputado Estadual (PT-PA)

 

Plublicado em:  www.valdirganzer.blogspot.com

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

As drogas e a hipocrisia


A questão das drogas tem dois ou mais lados a serem considerados. Primeiro, o tráfico com todas as suas implicações, como violência, corrupção e impunidade. Segundo, o uso das drogas propriamente dito, que leva indivíduos à dependência, famílias à desestruturação e o Estado a gastar – ainda que modestamente – com a reabilitação de viciados.

O problema crucial, no entanto, é a hipocrisia que gira em torno do tema. O comércio de drogas movimenta bilhões de dólares em todo o mundo e por isso nem todos os governos estariam interessados em resolver a questão de uma vez por todas. E existe também o paradoxo legal – no caso do Brasil, por exemplo – onde o usuário não é considerado criminoso. Tudo bem que todo vício é uma doença, mas se não fosse o uso de drogas não haveria tráfico que se sustentasse.

O curioso é que a maioria dos usuários de drogas pesadas não está entre os pobres. Estes, quando são viciados, geralmente alugam sua força de trabalho aos traficantes para conseguir manter o vício. Já os jovens das classes média e alta têm dinheiro para sustentar o vício e por isso não precisam aderir ao tráfico – embora muitos já o façam, motivados principalmente pelas costas quentes do papai.

Por outro lado, a sociedade brasileira é demasiadamente tolerante com aqueles que infringem a lei. Nossa história está cheia de violões que se tornaram mocinhos, a começar pelo cangaceiro Virgulino Lampião. A imagem de Robin Hood sempre é evocada quando aparecem criminosos de aura romântica, como Lúcio Flávio, Pareja e Ramiro da Cartucheira.

Também existem aqueles que tentam comparar drogados e bêbados – embora o álcool também cause muitos estragos. O problema é o nível desses estragos, pois o drogado chega a ponto de roubar ou matar para sustentar o vício, enquanto o bêbado raramente chega a tanto. O dependente de drogas geralmente usa álcool, mas o alcoólatra muito raramente consome drogas.

E há ainda que se considerar que mesmo nos tempos da lei seca, nos Estados Unidos, o crime organizado não chegou ao estágio alcançado pelos traficantes de drogas, com o nível de violência e comprometimento social da atualidade. Hoje, na guerra do tráfico, há muito mais inocentes prejudicados que naquela época, durante a guerra do álcool, quando a Máfia ainda cultivava princípios de honra e lealdade.

Direta ou indiretamente, a sociedade brasileira também se mostra tolerante e muitas vezes se simpatiza com aqueles que fazem apologia das drogas. Em plena luz do dia, a televisão exibe filmes nos quais, vez ou outra, aparece alguém fumando maconha ou cheirando cocaína numa cena totalmente fora de contexto – já que o filme em questão não está necessariamente abordando a temática das drogas.

O cinema brasileiro também parece aderir a essa mania. O filme Divã, por exemplo, tem uma cena totalmente despropositada na qual a protagonista Mercedes, interpretada por Lilia Cabral, aparece fumando maconha com o namorado interpretado por Reynaldo Gianecchini. A sequência termina com ela rindo nas fuças de um guarda que os aborda em flagrante no carro. O curioso é que não se fala mais no assunto e não fica claro se houve ou não alguma punição para o casal.

Esse tipo de situação exposta com naturalidade nas telas da TV e do cinema não deixa de estimular jovens desavisados a experimentar drogas, ainda mais quando a cena é exibida gratuitamente, como se fizesse parte da rotina de vida de pessoas absolutamente “normais”. Fumar baseado parece ser uma coisa legal. Se fosse um filme ou novela sobre drogas, teria sentido, mas não podemos passar a ideia de que fumar maconha ou cheirar cocaína seja tão natural quanto beber um copo de cerveja ou uma dose de uísque.

Moralismos à parte, não é uma simples questão de censura ou proibição. O que falta é abordar o problema de frente, sem hipocrisia. Mas como, se algumas escolas se veem intimidadas pelos pais até mesmo quando tentam abordar temas relacionados à educação sexual? Este e outros assuntos polêmicos, como drogas, álcool e até mesmo educação no trânsito deveriam ser englobados por uma disciplina que ensinasse noções de cidadania, direitos e deveres do cidadão, servindo de alerta para crianças e jovens cujos pais muitas vezes evitam ter esse tipo de conversa com os filhos.

Outra coisa que se deve levar em conta é que o jovem pé-de-chinelo que vende drogas nas bocas de fumo certamente trabalha indiretamente para bandidos das classes média e alta. Não fosse assim, a julgar pelo número de clientes e pelo preço das drogas no varejo, as favelas seriam calçadas com ouro e diamantes e os presídios seriam verdadeiros palácios financiados pelos narcotraficantes.

Artigo publicado no site: www.campanhacontradrogas.wordpress.com

*Jorge Fernando dos Santos. Jornalista, escritor e compositor. Para conhecer mais sobre o autor e seu trabalho, acesse: www.jorgefernandosantos.com.br

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Simples ações que você pode realizar para combater à Dengue


Segue abaixo uma lista de locais e ações que você pode realizar para combater o mosquito da dengue. Se você achar que é muita coisa, comece a realizar essas ações gradativamente e, ao poucos, essas atividades serão ainda mais simples. Tire um dia na semana, junte sua família, vizinhos e amigos. Faça sua parte!

Eliminar Locais de Reprodução

Local: Pratinhos de vasos com plantas
Ação: Elimine os pratinhos de vasos em áreas externas
Local: Plantas em água para enraizar
Ação: Manter a boca do recipiente protegida por algodão, papel alumínio, tecido, etc.
Local: Plantas em água (jibóia, pau d´água)
Ação: Encher com areia, ou lavar bem e trocar a água 2 vezes por semana.
Local: Bromélias ou plantas que acumulam água
Ação: Lavar com mangueira 2 vezes por semana
Local: Ocos das árvores, bambus
Ação: Preencher com serragem ou areia.
Local: Espelhos d´água, cascatas, lagos
Ação: Tratar com cloro/manter as bordas escovadas
Local: Piscina
Ação: Se tratada adequadamente, com cloro, não causam problemas; as lonas de proteção podem facilitar o acumulo de água. Colocar uma bóia sob a lona para facilitar o escoamento da chuva.
Local: Muros com cacos de vidro
Ação: Preencher com massa ou areia.
Local: Vasos vazios, baldes, regadores, etc.
Ação: Mantê-los com as bocas para baixo.
Local: Áreas externas próximas
Ação: Percorrer áreas próximas de sua casa,seu jardim, áreas não ajardinadas, praças, parques, super-quadra, etc. Recolher objetos que possam transformar em depósitos de água.
Local: Em áreas de obras
Ação: Vedar totalmente caixas de água e cisternas. Esvaziar e lavar semanalmente tambores e de-pósitos de água, recolher baldes e latas, verificar depósitos ou empoçamentos e encher com areia.
Local: Lajes
Ação: Mantê-las limpas, com ralos desentupidos e verifique seu nivelamento para evitar depósitos.
Local: Calhas, coletores de águas pluviais, caixas de inspeção, drenos, etc
Ação: Fechar com tela, se possível preencher com areia ou brita até o limite para evitar empoçamentos, adicionar água sanitária, conferir o escoamento das águas.
Local: Ar-condicionado
Ação: Cuidar para que a água não fique depositada nas bandejas de coleta.
Local: Barcos e canoas
Ação: Manter viradas ou cobertas com lonas

Depósitos e lixeiras

Local: Lixeiras externas
Ação: Fazer furos na parte inferior.
Local: Lixo doméstico
Ação: Manter o lixo ensacado e o recipiente tampado.
Local: Pneus usados
Ação: Furar e encaminhar para a reciclagem sempre que possível; se utilizados como brinquedos infantis faça um furo na parte inferior; se ainda utilizáveis guardá-los secos e cobertos.
Local: Vasilhame a ser descartado (casca de coco, latas de refrigerantes, copo plástico), garrafas, embalagens, etc.
Ação: Furar, amassar, cortar, picar, etc. de maneira que não se transformem em recipientes nos locais finais de depósito.

Depósitos de água

Local: Caixas d’água, tonéis, depósitos em geral
Ação: Manter sempre tampados e lavar regularmente esfregando bordas e paredes.
Local: Cacimbas e poços
Ação: Manter sempre bem fechados.

Dentro de Casa

Local: Vasos com flores cortada
Ação: Trocar a água e lavar o recipiente 2 vezes por semana.
Local: Pratinhos em vasos de plantas
Ação: Mantê-los secos ou preencher com areia.
Local: Latas, garrafas, frascos em geral, vidros
Ação: Guardar somente o que for realmente necessário e sempre virados para baixo.

Animais Domésticos

Local: Aquários para peixes
Ação: Mantê-los limpos e telados e, se possível, criar uma espécie larvófoga.
Local: Cães, gatos, passarinhos
Ação: Diminuir o número de bebedouros, escová-los quando trocar a água.

Na Cozinha

Local: Ralos com pouco uso
Ação: Mantê-los isolados com um filme plástico, jogar água sanitária 2 vezes por semana.
Local: Filtros e recipientes para água
Ação: Lavar com bucha regularmente e mantê-los tampados.
Local: Bandeja de coleta de água da geladeira
Ação: Manter seca e lavar regularmente.
Local: Água mineral retornável
Ação: Lavar sempre que trocar o garrafão.
Local: Objetos que possam acumular água
Ação: Mantê-los tampados ou emborcados.

No Banheiro

Local: Caixas de descarga, vasos sanitários e ralos com pouco uso
Ação: Mantê-los sempre bem limpos e jogar água com água sanitária duas vezes por semana.

Fonte: www2.camara.gov.br/eve/realizados/dengue

Saiba mais acessando www.combateadengue.com.br
Acesse também para mais informações www.combatadengue.com.br

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Otimismo dos brasileiros bate recorde pelo terceiro ano seguido, mostra pesquisa Ibope

74% dos brasileiros acreditam que 2012 será melhor que 2011 (gráfico: Vilhena)
O ano de 2012 será melhor que 2011 na opinião de 74% dos brasileiros consultados em pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, em parceria com a empresa Worldwide Independent Network of Market Research (WIN).

Para 60% dos entrevistados no Brasil, 2012 será um ano de prosperidade econômica.

O resultado é recorde pelo terceiro ano seguido - em 2010 o porcentual foi de 71% e, em 2011, de 73%. A proporção de otimistas no país, de acordo com Barômetro Global de Otimismo divulgado nesta quarta-feira (18), praticamente dobrou em 32 anos, já que em 1980 essa parcela era de 38%.

A pesquisa identifica otimismo também em relação à situação econômica dos brasileiros. Para 60% dos consultados, 2012 será um ano de prosperidade. Esse índice é praticamente o dobro da média da população que se considera otimista em 58 países pesquisados: 32% acreditam que o ano será de prosperidade econômica. Em todo o mundo, a parcela dos que esperam dificuldades é de 33%.

A África é o continente que começou o ano mais confiante em relação à economia (68%), seguido da América Latina (54%). As regiões menos otimistas estão no Oeste europeu, onde só 7% estão confiantes de que o ano será de prosperidade, e no leste da Europa (14%).

A sondagem mostra que 76% dos brasileiros declararam estar satisfeitos com suas vidas hoje, patamar acima da média global, de 53%. Na região Sul é onde se encontra a maior parcela de pessoas satisfeitas com sua vida (81%), seguido pelo Sudeste (76%), Nordeste e Norte/Centro-Oeste (ambas com 75%).

O Brasil, porém, aparece na sexta posição no índice de felicidade entre os 58 países consultados, atrás de Fiji, Nigéria, Gana, Holanda e Suíça. Os habitantes da Romênia e do Egito são os mais infelizes, com índices de 39% e 36%, respectivamente.

O Barômetro Global de Otimismo busca medir a expectativa da população mundial para o ano que se inicia. Foram entrevistadas 52.913 pessoas de 58 países. No Brasil, foram 2.002 cidadãos com mais de 16 anos em 142 municípios, entre os dias 8 e 12 de dezembro de 2011.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Parabéns Paragominas pelos seus 47 anos!!!

por Manoel Paixão
Bandeira de Paragominas
A cada ano que passa, a cada momento de trabalho, a cada dia, Paragominas ganha um novo ritmo e se transforma em uma cidade melhor, e cada cidadão com seus valores sólidos, contribui significativamente para esse processo contínuo de transformação.

Que o ritmo destes novos dias seja saudável para todas as nossas famílias.

Parabéns a todos os nossos munícipes, que diariamente cumprem sua missão, contribuindo assim com o desenvolvimento do município.

As conquistas sempre crescentes, demonstram que somos nós quem fazemos o amanhã mais justo!

No dia 23 de janeiro, o município comemora 47 anos de autonomia política, ou seja, já são quase cinco décadas de emancipação e desenvolvimento.

Feliz Aniversário Paragominas!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Retomar o desenvolvimento democrático e sustentável no Pará

Por João Batista Barbosa da Silva*

João Batista Barbosa da Silva,
presidente do PT do Pará


Decididamente o Pará é outro depois da realização do Plebiscito. Outra realidade está evidenciada aumentando a responsabilidade dos que têm nas mãos o destino do povo paraense. O sentimento expressado nas urnas indica que é chegado o momento de estabelecer e concretizar um projeto de desenvolvimento que atenda definitivamente aos anseios dos moradores dos quatro cantos desse imenso estado. As populações das regiões mais distantes acenaram para a urgente mudança de paradigmas até então instalados no Pará.

O Partido dos Trabalhadores, diante do atual contexto e sempre lutando para a melhoria da qualidade de vida do povo, coloca-se a disposição para contribuir nesse novo momento histórico do Pará. Neste sentido, propõe uma conjugação de esforços para a construção do projeto de desenvolvimento democrático e sustentável verdadeiramente necessário para o estado e tão almejado pela população paraense.

Um projeto de desenvolvimento que considere principalmente a dimensão geográfica do estado no atendimento igualitário das demandas da população e onde as riquezas naturais existentes possam estar a serviço do povo paraense. Só em Carajás por exemplo, está a maior mina de ferro do mundo, além de outras inúmeras riquezas existentes e o tapajós, por estar no centro da Amazônia é a região geograficamente estratégica para o Brasil e para o Mundo.

A consolidação do projeto de desenvolvimento no nível aqui proposto é concretizada quando há inclusão social, econômica, política e cultural, perpassando pela implementação real de políticas públicas para atendimento digno das necessidades das pessoas. O plebiscito revelou que esse desejo de inclusão é premente.

A população paraense não agüenta mais ser vitima das falsas promessas repercutidas pelo governo tucano, que como de costume faz uso desmesuradamente da publicidade oficial para mostrar um Pará inexistente. Há uma larga distância entre o Pará real e o Pará virtual mostrado pelos tucanos. O povo já conhece e não aceita mais essa prática. E ao contrário da propaganda apresentada pelos tucanos, o Pará vive um dos piores momentos da sua história, principalmente em três aspectos primordiais ao povo, sendo eles: segurança pública, educação e saúde.

A onda de violência impera nas diversas regiões. O Pará se destaca como tendo cidades mais violentas do país. Belém e região metropolitana vivem um momento de assassinatos em série que estão amedrontando a população, como os que ocorreram em Santa Izabel, Guamá e Icoaraci. O número de assaltos a bancos nos municípios aumentou muito nos últimos meses, subindo para mais de 60%, de acordo com o Sindicato dos Bancários. A insegurança no meio rural é gritante, em menos de um ano 10 lideranças rurais foram assassinadas. Em termos de saúde pública o povo padece em filas ou em espera para atendimento, sendo obrigado a se deslocar por longas distâncias; junto com isso a situação precária dos estabelecimentos de saúde. Na educação não é diferente e, não temos dúvida, que a juventude foi a principal prejudicada por causa da intransigência do governo estadual em perdurar por 56 dias a greve dos professores das escolas públicas.

Um ano depois de assumido, o governo estadual ainda tenta montar as peças no tabuleiro para administrar o estado, enquanto isso a população vai esperando e sofrendo. Um dos maiores desgastes da administração tucana no Pará aconteceu durante a realização do plebiscito, quando o governo estadual desconsiderou por completo o desejo de mudança das populações das duas regiões envolvidas no processo de divisão do estado, ficando evidenciado na ocasião o sentimento de revolta em decorrência do abandono e a ausência de políticas públicas para essas populações que vivem mais distantes da capital paraense.

O governo do PT no Pará considerando as dimensões geográficas do estado e como forma de reduzir as desigualdades regionais viabilizou um mecanismo de gestão diferenciado e implantou as 12 regiões de integração, definidas a partir do grau de acessibilidade, dinâmica econômica, ocupação populacional e o nível de acesso a equipamentos básicos e conectividade. O atual governo decidiu por não seguir essa proposta de regionalização, muito embora tenha sido aprovada pela Assembléia Legislativa.

O PT ainda dinamizou a atuação no estado do Pará através do trabalho desenvolvido pelo governo Federal, presente nas mais diversas ações, quer em termos de infraestrutura básica, saneamento, saúde, moradia. Melhorar a condição de vida nas cidades brasileiras é a meta trilhada por nosso governo em nível federal, por intermédio de programas como o PAC, Minha Casa Minha Vida, ampliação das ações do Pronasci, expansão da educação profissional, através da construção de novos institutos tecnológicos, pavimentação das BRs transamazônica e Santarém-Cuiabá, hidrovia Araguaia-Tocantins, hidrelétrica de belo monte, entre outros trabalhos realizados no Pará pelo governo do PT.

Nossa visão de governo é prestar o serviço de qualidade que o povo merece e tem direito, ao contrário do governo tucano que cria uma suposta realidade para exibir na publicidade oficial. Os fatos, no entanto, comprovam uma outra realidade.

Diante de tantos desgastes, o atual governo resolveu criar medidas para taxar e fiscalizar o setor de mineração. O aproveitamento das nossas riquezas naturais exige medidas permanentes que levem ao verdadeiro desenvolvimento democrático e sustentável, com geração de emprego e renda, como por exemplo: implantação de siderúrgica para verticalizar a cadeia mineral de ferro no Pará.

Ratificamos aqui, portanto, nosso compromisso em contribuir nessa nova etapa da história do Pará. O novo ano é o momento de renovação das esperanças e de concretização de agendas que fortalecerão nosso compromisso, por esse motivo o encontro do Diretório Estadual do PT que acontecerá em fevereiro, será em Santarém, quando aprovaremos a partir daí um diagnóstico mínimo da nossa plataforma política para as eleições de 2012.

Por fim, reafirmamos nosso papel de oposição ao projeto realizado pelos tucanos no estado do Pará, marcado pelo atraso social e político, que insiste em trazer de volta um sistema que desrespeita totalmente o direito do povo a serviços essenciais, com as privatizações que constituem-se atraso na vida do cidadão. Não há dúvida de que o modelo tucano já está superado no Brasil.

Conclamamos, desta forma, todos os dirigentes petistas, dirigentes dos partidos irmãos e toda a sociedade a fazermos do processo das eleições de 2012, espaço de elaboração, discussão e aperfeiçoamento do projeto de desenvolvimento democrático e sustentável considerando, que todos os paraenses indistintamente, precisam desfrutar dignamente do que têm direito.

*João Batista Barbosa da Silva é presidente do Diretório Estadual do PT Pará

sábado, 17 de dezembro de 2011

BOAS FESTAS!!!!


É Natal, um momento doce e cheio de significado para as nossas vidas. É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca. É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações.

É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui.

Noite cristã, onde a alegria invade nossos corações trazendo a paz e a harmonia.

O Natal é um dia festivo e espero que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração. Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com muita felicidade.

Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz. 

Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes. Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último. Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante. 

Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo. Aproveite este ano que está chegando para realizar todos os seus sonhos!

FELIZ NATAL E UM PRÓSPERO ANO NOVO PARA TODOS!

Autor Desconhecido


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

ESSE É UM DOS PRINCIPAIS CAMINHOS QUE O ESTADO DO PARÁ PRECISA SEGUIR PARA SUPERAR AS DESIGUALDADES SOCIAIS E A POBREZA

Ciência e tecnologia para superar a pobreza
por Ana Júlia Carepa

Unir ciência e economia para valorizar os recursos naturais do Pará, qualificar força de trabalho e aumentar a competitividade de trabalhadores, empresas e municípios no Pará.
Essa foi a estratégia que adotamos para viabilizar um modelo de desenvolvimento, cujas bases se assentavam sobre o conhecimento sistematizado por instituições como a Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapespa),criada em 2007, o recriado Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Idesp), três mil bolsas de pesquisa, parceria com quatro institutos nacionais de ciência e tecnologia, cinco redes de pesquisa, criação de uma rede de comunicação integrada pela internet (NavegaPará) e equipamentos para laboratórios estratégicos.
Os parques de ciência e tecnologia em Belém, Marabá e Santarém são um legado dessa política. Foram pensados para reunir nas três cidades pólos das principais regiões do estado instituições de ciência e pesquisa, empresas e governo, com o objetivo de transformar conhecimento em produtos e processos inovadores, gerando emprego e renda de maior qualificação.
Nosso desafio era reverter a médio e longo prazos índices baixíssimos de desenvolvimento humano no Pará com políticas de desenvolvimento que explorassem os recursos naturais sem destruir o meio ambiente. Ciência, tecnologia e inovação são a única alternativa para aumentar a competitividade de empresas e trabalhadores, cidades e regiões, estruturando o estado para superar a sua condição de pobreza. Na nossa opinião, esse é um caminho eficiente e sustentável para que o Pará tenha mais empregos, e, principalmente, mais recursos para atender a necessidade de investimentos em saúde, educação, saneamento, estradas, etc…. Um caminho muito melhor do que simplesmente querermos mais recursos de FPE (Fundo de Participação dos Estados).
Partimos do pressuposto de que matéria-prima não nos falta, mas precisamos de produtos com valor agregado. Design e qualidade nos móveis, em vez de apenas madeira; fármacos e cosméticos, em vez de  biodiversidade em estado bruto. Aço galvanizado produzido no Pará, em vez de exportar ferro.
Os parques de ciência e tecnologia sintetizam conhecimento científico e empreendedorismo para gerar soluções tecnológicas e desenvolver produtos, com maior valor agregado. Em Belém, o PCT que inauguramos na UFPA dispõe de laboratórios como o de óleos vegetais, que poderá caracterizar e certificar a produção paraense. O Ceamazon, de energia, para otimizar a eficiência energética de grandes e pequenas empresas. O Instituto Nacional de Pesquisas Especiais, o de Biotecnologia.
Com a cooperação de algumas das maiores instituições de pesquisa e de alguns dos maiores cientistas do Estado esse momento estratégico culminou com a decisão da mineradora Vale de instalar seu instituto tecnológico no PCT Guamá, em Belém. Aliás o instituto tecnológico da Vale é um dos mais lindos projetos arquitetônicos que conheci.
Aprovado o financiamento do nosso projeto de parques tecnológicos no BNDES, o Estado deve continuar o trabalho no PCT Guamá e agora implantar os PCT de Marabá e de Santarém, este último com protocolo de intenções assinado esta semana, em Belém, formalizando a parceria entre governo do estado e Universidade Federal do Oeste do Pará para a sua implantação em cinco anos.
Os parques tecnológicos criam condições para um Sistema Paraense de Inovação, para fazer a mediação entre a produção planetária de ciência, tecnologia e inovação com a realidade local, porque foram concebidos para oferecer serviços às empresas, consultorias, customizações, expertises. E as empresas podem usá-los para desenvolver novos produtos, ou investir em projetos de pesquisa já avançados, ou contratar pacotes para otimizar a produção, como na área da eficiência energética, respondendo a demandas sociais, solucionando gargalos tecnológicos e desenvolvendo novos produtos e processos.
Em menos de quatro anos, construiu-se uma estrutura que será determinante para novas ações, dentre os quais ressaltamos aqui o NavegaPará, uma infovia que integra todo o Pará e ainda hoje é reconhecido como o maior programa de inclusão digital do Brasil levado a cabo por um só Estado.
Para superarmos a pobreza e termos um desenvolvimento que realmente combine qualidade de vida do nosso povo com respeito ao meio ambiente, os investimentos em ciência, tecnologia e inovação são o único caminho para a Amazônia.

Artigo publicado em 07.12.2011 na Carta Capital.
Acesse também o blog da Ana Júlia.

"Não" à divisão do Pará vence por ampla maioria"

A rejeição à criação de mais dois Estados no território do Pará já é definitiva. A apuração se encerrou por volta de 1h40 (horário de Brasília) na madrugada desta segunda-feira, e o "não" se consagrou vencedor no plebiscito que consultou a população paraense sobre a criação dos Estados de Carajás (sul e sudeste do atual Estado) e Tapajós (a oeste).
Na votação, os eleitores tiveram que opinar em relação à criação de cada Estado, em separado. Caso a criação dos dois Estados se concretizasse, o Pará remanescente ficaria com 17 por cento do território atual e 64 por cento da população.
De acordo com os resultados, 66,6 por cento dos eleitores se posicionaram contra a criação de Carajás, e 33,40 por cento a favor. Com relação a Tapajós, a rejeição foi de 66,08 por cento dos votos, com 33,92 por cento a favor.
O total de eleitores que deixou de comparecer à votação foi de 25,71 por cento dos cerca de 4,8 milhões de paraenses aptos a votar, ou seja, mais de 1,2 milhão de pessoas, ou um quarto dos eleitores.
Como em uma eleição normal, o voto no plebiscito era obrigatório para os eleitores alfabetizados, maiores de 18 anos e menores de 70 anos, e facultativo para aqueles de 16 a 18 anos, maiores de 70 anos e analfabetos.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os eleitores que não votaram terão 60 dias após o dia 11 de dezembro para apresentar sua justificativa à Justiça Eleitoral.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Municipio de Paragominas realizará conferência sobre transparência


Participe da 1ª Conferência Municipal sobre Transparência e Controle Social, a se realizar entre os dias 06 a 07 de Dezembro de 2011 no município de Paragominas (PA) com o tema: "A sociedade no acompanhamento e controle da gestão pública", como etapa preparatória da 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social – 1ª Consocial. A Conferência terá como eixos tematicos: I-Promoção da transparência pública e acesso à informação e dados públicos; II- Mecanismos de controle social, enganjamento e capacitação da sociedade para o controle da gestão pública; III-A atuação dos conselhos de politicas publicas como instâsncias de controle; e IV-Diretrizers para a prevenção e o combate à corrupção. Além disso, também irá promover, incentivar e divulgar o debate e o desenvolvimento de novas ideias e conceitos sobre a participação social no acompanhamento e controle da gestão pública.
Dentre os objetivos da Consocial, está o estimulo aos órgãos e entidades públicas a implementar mecanismos de transparência e acesso as informações e dados públicos e fomentar o uso dessas informações e dados pela sociedade, bem como, debater e propor mecanismos de sensibilização e mobilização da população no acompanhamento e controle da gestão pública.
O evento reunirá representantes da sociedade civil, servidores municipais e membros dos conselhos de políticas públicas do município.
            Local: Teatro reinaldo Castenheira
            Horarios: dia 06 das 17:00 às 21:30 h / dia 07 a partir das 08:00 h

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Salário mínimo

Governo aumenta previsão de reajuste do salário mínimo para 2012

        O governo aumentou nesta segunda-feira (21) a previsão de reajuste do salário-mínimo para o ano que vem: de R$ 619,00 para R$ 622,73 por causa da revisão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
          A nova proposta enviada pelo Ministério do Planejamento ao Congresso é 14% maior do que o mínimo atual de R$ 545,00.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Será a divisão do Estado do Pará uma boa ideia?

Por Rogério Boueri

O Congresso Nacional promulgou em 26 de maio o Decreto Legislativo nº 136, que dispõe sobre a realização de plebiscito para criação do Estado do Carajás. Corre simultaneamente no Legislativo o projeto para criação do estado do Tapajós, que foi aprovado com modificações na Câmara dos Deputados e, por isso, deverá retornar ao Senado para reapreciação.
Apesar da aprovação iminente destes dois Decretos Legislativos, ainda pairam várias dúvidas legais sobre o processo, das quais a mais importante é aquela sobre a abrangência do plebiscito. Não se sabe ainda se todos os paraenses serão consultados, ou se só os habitantes dos futuros estados decidirão sobre a cisão.
Essa questão, assim como muitas outras serão deixadas para decisão judicial, evitando assim um possível desgaste político da proposição. Outra decisão estratégica que parece ter sido tomada pelos apoiadores da divisão é a de se votar conjuntamente as duas divisões, o que aparentemente aumentaria as chances de sucesso de ambas.
É importante ressaltar que estes projetos são os primeiros de uma lista de 14 proposições de criação de novos estados ou territórios e, portanto, possuem um caráter, se não de jurisprudência, pelo menos de formação de precedentes. Em suma, o trâmite e procedimentos eleitorais das outras proposições serão balizados pelas decisões estabelecidas nesses dois casos.
Se levados a cabo, tais projetos reduziriam o Estado do Pará a 22% da sua área atual (Figura 1). No entanto, o território que restaria do Estado do Pará conservaria 71% de sua população atual de cerca de 7,5 milhões de habitantes. Carajás somaria uma população de cerca de 1,5 milhão de pessoas e Tapajós, de pouco mais de 800 mil[1].
Figura 1
Como Ficaria o Atual Estado do Pará
Um ponto notável dessa reordenação territorial seria a discrepância de densidades demográficas dela resultante: o Pará ficaria com 18,1 habitantes por km2, o que representa cerca de quatro vezes a densidade de Carajás e dezesseis vezes aquela que seria observada no Tapajós.
Sob o ponto de vista econômico, os dois estados nascentes seriam bastante díspares. Carajás teria um PIB estadual de cerca de 20 bilhões de reais, enquanto Tapajós contaria com um PIB de pouco mais de 4 bilhões[2]. A divisão setorial dos PIBs também se revela bastante distinta: em Carajás ocorre uma predominância industrial, setor que responderia por 54% do futuro estado, enquanto que o setor de serviços, com 42% da produção, seria o mais importante no caso de Tapajós.
Mas talvez a maior diferença entre os dois estados esteja nos PIBs per capita. Quando esses valores são apreciados, parece que o Pará está sendo dividido em regiões por ordem de pobreza. A região que formaria o Estado do Tapajós apresentou em 2008 um PIB per capita de R$ 5.628, o que corresponde a 70% do PIB per capita paraense naquele ano. Já para Carajás, tal valor chega a R$ 14.000, sendo 76% maior que o PIB do Pará. A diferença entre os PIBs per capita de Carajás e Tapajós seria de 150%, o que grosseiramente quer dizer que cada habitante de Carajás seria 2,5 vezes mais rico em média que os moradores do Tapajós.
Um forte argumento, a meu ver, contra a criação desses estados é a insustentabilidade financeira de ambos. Utilizando uma metodologia desenvolvida para estimar os custos de manutenção das unidades federativas brasileiras[3] é possível ter uma ideia de qual seria o montante de gastos anuais necessários para a condução das máquinas estaduais dos governos a serem criados.
Essa metodologia calcula o custo do governo estadual baseada no PIB estadual, na população do estado, na sua área geográfica e no número de municípios que o estado contém. A lógica aqui é a de que quanto mais população e PIB o estado tiver, maiores deverão ser os gastos estaduais, uma vez que a produção de serviços públicos, tanto sociais quanto de infraestrutura, também terá que ser majorada.
Os valores estimados por este método apontam para um total de gastos estaduais de R$ 1,9 bilhão no Estado de Tapajós e de R$ 3,7 bilhões no caso de Carajás[4].
Quando esses valores são confrontados com a produção local, pode-se ter uma ideia preliminar sobre a viabilidade econômica dos novos estados. Os PIBs dos potenciais estados podem ser calculados pela agregação dos PIBs dos municípios que o formariam.
Por exemplo, o Estado do Tapajós gastaria com o seu governo estadual a proporção de 44% do seu PIB. Naturalmente, isso não quer dizer que essa proporção do PIB do estado seria alocada para financiar as despesas estaduais, mas sim que a máquina estadual consumiria um valor equivalente a 44% da produção local.
No caso do Estado de Carajás a situação, embora melhor, ainda estaria longe de ser confortável. Esse Estado gastaria o equivalente a 19% do seu PIB com o governo estadual, o que é bem menos que a proporção do Tapajós, mas ainda assim é maior que a média nacional (12,5%) e maior que a média do Pará (16%).
Um ponto que merece ser frisado é que esses gastos acima citados dizem respeito apenas ao funcionamento regular dos governos estaduais e não computam os gastos necessários à construção da infraestrutura para seu funcionamento (sedes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; sede do Ministério Público; equipamentos para as secretarias de governo; etc.).
Também é possível se ter uma ideia, ainda que aproximada, do montante de receitas disponíveis a cada um destes novos estados. Para se realizar este exercício, tomam-se como base as receitas totais do estado do Pará em 2009, cujos valores são os últimos disponíveis[5]. Calcula-se então quanto desta receita iria para os novos estados baseado na proporção da arrecadação municipal das novas unidades. Assim se a receita municipal do conjunto dos municípios do novo estado corresponde a 20% da receita do total dos municípios paraenses, supõe-se que a receita total do novo estado será igual a 20% da receita estadual do Pará. Baseado nessas proporções, os valores encontrados para os Estados de Tapajós e Carajás são, respectivamente, 1,057 e 2,666 bilhões de reais.
Tais receitas e despesas dos novos estados implicam um déficit conjunto de R$ 1,873 bilhões, distribuídos entre Tapajós (R$ 864 milhões) e Carajás (R$ 1,009 bilhões). A Tabela 1 consolida essas estimativas:
 Tabela 1
Estimativas Fiscais para os Estados de Carajás e Tapajós

Carajás
Tapajós
Total
Gasto Estimado do Estado em R$ bilhões
3,676
1,922
5,597
PIB* em R$ bilhões
19,232
4,343
23,574
Gasto em %PIB
19,1
44,2
23,74
Receita Orçamentária Estimada em R$ bilhões
2,666
1,057
3,724
Déficit Anual Estimado em R$ bilhões
1,009
0,864
1,874
Gasto por Habitante em R$
2.681
2.490
2.613

               Os números apontam para um déficit conjunto de 1,8 bilhão de reais anuais. Esse valor teria que ser coberto de alguma forma, provavelmente, para não dizer inevitavelmente, pela União.
As informações apresentadas não pretendem menosprezar os anseios das populações locais por melhores serviços públicos e qualidade de vida. Muitos dos habitantes dessas regiões se sentem negligenciados pelo governo estadual, em muitos casos com razão. O fato de o Pará ter amplo território faz com que a distância entre Belém e os rincões mais longínquos muitas vezes seja um obstáculo para a boa governança necessária ao desenvolvimento local. É inegável que governos mais próximos da população seriam mais responsabilizáveis[6] e que as regiões seriam beneficiadas pela criação dos respectivos estados.
No entanto, podem existir razões menos nobres, de maior ou menor legitimidade por trás das proposições de criação destes estados. Dentre elas a criação de inúmeros novos cargos eletivos e de confiança que permitiriam uma diluição da concorrência política por posições públicas.
O domínio político de áreas potencialmente geradoras de tributos também pode ser uma das razões motivadoras dessas proposições. A região que formaria o Estado do Carajás é rica em minerais e já conta com uma grande operação da Vale. A usina de Belo Monte, a ser construída nos próximos anos, será localizada em Vitória do Xingu, município que integraria o estado do Tapajós. Dificilmente o orçamento monumental dessa operação terá passado despercebido.
Contudo, a principal motivação para as proposições parece ser a inevitabilidade de aplicação de recursos federais nas regiões após o surgimento dos novos estados. Seja para construir a infraestrutura física, seja para saldar o déficit que, como foi visto acima, será criado a partir da criação das novas unidades federativas. Parece impossível que não haja aplicação adicional de fundos da União na hipótese de concretização da divisão.
Tal ideia é facilmente vendida para a população local, geralmente carente de serviços públicos. A perspectiva de atração de novos recursos, inclusive federais, traz uma esperança de que setores como saúde e educação possam ter melhorias significativas. O problema é que mais recursos para a região significam ou menos recursos para outras regiões, ou maior tributação em nível nacional, ou crescimento da dívida federal. Em uma sociedade democrática, pode-se escolher gastar mais em uma determinada região, arcando-se com uma dessas consequências. O problema aqui é que esta forma de atrair recursos federais é cara e antieconômica. As estimativas sugerem que a criação de um estado novo na federação brasileira adiciona ao gasto público total R$ 995 milhões[7] anualmente, somente para manter as estruturas criadas. Assim, o desmembramento do Pará em três estados acrescentará cerca de 2 bilhões de reais às despesas de governo no Brasil, dos quais, como vimos, cerca de 1,8 bilhão não poderão ser cobertos por receitas próprias dos novos estados.
Existem circulando hoje no Congresso Nacional propostas para a criação de 13 novos estados e territórios. Caso todas se concretizem, teremos uma federação com 37 estados, 3 territórios e cerca de 13 bilhões mais cara. Isso sem contar novas proposições que poderão surgir na esteira do sucesso dos projetos que ora tramitam. Por tudo isso, a divisão do Estado do Pará não parece ser uma boa ideia.
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Para ler mais sobre o tema:
Boueri, R. “Custos de Funcionamento das Unidades Federativas Brasileiras e suas Implicações sobre a Criação de Novos Estados”. Texto para Discussão 1367. IPEA. Brasília. 2008. Disponível em http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/tds/TD_1367.pdf


[1] Fonte IBGE.
[2] Fonte: PIBs Municipais IBGE. Valores de 2008.
[3] Boueri, R. “Custos de Funcionamento das Unidades Federativas Brasileiras e suas Implicações sobre a Criação de Novos Estados”. Texto para Discussão 1367. IPEA. Brasília. 2008.
[4] Estimativas referentes a 2009.
[6] OATES, W. Fiscal federalism. 2ª ed. Gregg Revivals, 1993.
[7] Boueri (2008), Op. Cit.

Fonte: Artigo Publicado em 13/06/2011 no site Brasil - Economia e Governo

sábado, 19 de novembro de 2011

 
Desde o início da década de 1970, os brasileiros têm comemorado o Dia da Nacional da Consciência Negra, em 20 de novembro. A data foi escolhida justamente por ter sido o dia em que Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência negra ao regime escravocrata, foi assassinado, em 1695. Seu objetivo é fazer refletir sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e sobre a questão da igualdade racial. 
Além da festa e da lembrança histórica, a data foi idealizada para marcar e abrir o debate sobre as políticas de ações afirmativas para o acesso dos negros, ao que um Estado democrático de direito deve oferecer a todo e qualquer cidadão: direito à educação (inclusive superior), à saúde, à justiça social, entre outros aspectos. Mesmo que o mito da democracia racial brasileira seja cantado em verso e prosa por todos os cantos desse mundo domesticado, pelo pensamento politicamente correto, precisamos ter consciência de que as feridas abertas por três séculos pelo regime escravocrata no Brasil ainda precisam ser sanadas verdadeiramente; assim como o déficit social e a carga de preconceito que o rastro desse longo período deixou.
Com a implementação dessa lei, o governo brasileiro espera contribuir para o resgate das contribuição dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.
Em 2003, a data foi incluída no calendário escolar, a lei N.º 10.639, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.
Então, comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória a figura histórica de Zumbi dos Palmares. Não somente a imagem do líder, como também sua importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1888.
No link Para saber mais você vai encontrar algumas informações sobre o assunto, além de aprender um pouco sobre a importância de Zumbi dos Palmares e sobre os quilombos.
Fonte: 
http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/consciencianegra/home.html 
http://www.bibliotecavirtual.sp.gov.br/especial/201111-diadaconsciencianegra.php

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Os lapsos de memória de FHC

FHC disse em Nova York – e a grande mídia rapidamente reproduziu com grande destaque - que o maior desafio da presidenta Dilma Rousseff seria o de “desmontar o sistema de corrupção e fisiologismo criado para sustentar o governo Lula”. Sua tese é de que a corrupção tornou-se sistêmica a partir – vejam, só! - do governo Lula. E que estaria sem controle sob a batuta dos presidentes eleitos pelo PT.
Chamo aqui o artigo de Mauricio Dias, em Carta Capital desta semana, para responder a esses devaneios de FHC, que cada dia que passa parece padecer mais do mal do udenismo. Ele próprio, que se abriga sob telhado de vidro, lembra o colunista da revista. “(FHC) esquece, de propósito, os “arranjos” financeiros do PSDB para custear as (suas) eleições”, frisa Dias. Entre os quais estaria o conhecido “mensalão mineiro”, do PSDB. “Convenientemente, o ex-presidente tucano passa a borracha na história”.
O texto de Carta Capital traz à lembrança, ainda, as denúncias contra o ex-presidente do Banco do Brasil Ricardo Sérgio, operador financeiro, que teve seu nome associado a denúncias de cobrança de comissão de R$ 15 milhões no processo de privatização da Companhia da Vale do Rio Doce, nos idos de 1997. O denunciante foi ninguém menos que o próprio empresário que liderou a compra da Vale, Benjamin Steinbruch, à revista Veja, em 2002.  Carta Capital também menciona Sérgio Motta, tesoureiro e fiel escudeiro de sua campanha em 1994 e articulador da emenda de sua reeleição.

Não faltam exemplos da era FHC
Não faltam outros casos da era FHC, não citados pelo artigo. Entre eles, o da FUNCEF, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal. Em 2001, a Polícia Federal foi solicitada a investigar prejuízos de R$ 450 milhões na entidade em função de negócios ilegais que teriam sido feitos pelo seu presidente, José Fernando de Almeida.
A lista continua. O cioso e combativo governo de FHC, ainda em 1995, extinguiu, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em seu lugar, criou a “atuante” Controladoria-Geral da União, órgão que em seus governos se especializou em abafar denúncias.
A medida provou-se "providencial", pois elas seriam produzidas às dezenas. Dariam um livro. O contrato para execução do projeto Sistema Integrado de Vigilância da Amazônia (SIVAM), elaborado pelos órgãos de defesa do Brasil, com a finalidade de monitorar o espaço aéreo, é um caso típico. Na época, denúncias de tráfico de influência em prol da empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos, então à frente do cerimonial da presidência, e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.

R$ 1,4 bi em notas frias na SUDENE...
Na Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a SUDENE, foram apurados outros desvios, desta vez da ordem de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos, via emissão de notas fiscais frias de recursos supostamente recebidos pelo Fundo de Investimentos do Nordeste (FINOR).
Ainda que a lista de casos de corrupção na era FHC dê um livro, ficamos por aqui. Mas ela seria um interessante instrumento para refrescar a memória do nosso ex-presidente tucano. Talvez, diante de tantos casos tão constrangedores, Fernando Henrique Cardoso reformulasse suas teorias. Entre as quais a de que escândalo em governo signifique, necessariamente, corrupção sistêmica...

Artigo Publicado em 16-Nov-2011 no Blog do Zé Dirceu