"Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos com as atrocidades praticadas contra outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos civilizados." ― Vladimir Herzog

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Painel Paulo Freire, obra de Luiz Carlos Cappellano.

Painel Paulo Freire, obra de Luiz Carlos Cappellano.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE



CONHECENDO O POETA

Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, uma pequena cidade de Minas Ge­rais, no dia 31 de outubro de 1902. Seu pai chamava-se Carlos de Paula Andrade e sua mãe, Julieta Augusta Drummond de Andrade. 
O pequeno Carlos logo descobriu a sedução das palavras e aprendeu como usá-las. No Grupo Escolar Coronel José Batista, sua primeira escola, os textos do menino-escritor já rece­biam elogios. 
Bem jovem, participava das reuniões do Grémio Dramá­tico e Literário Artur Azevedo. Lá ele recebeu os primeiros con­vites para realizar conferências — um menino de 13 anos, fa­zendo palestras sobre arte, literatura!
Aos 14 anos, Drummond foi para um colégio interno em Belo Horizonte. No Colégio Arnaldo, ele não terminou o ensino médio porque, adoentado, foi obrigado a voltar para Itabira.
Em 1918, já restabelecido, Drummond novamente foi ma­triculado num colégio interno - o Anchieta, na cidade de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, onde seu talento com a palavra foi ficando cada dia mais evidente. Seu irmão Altivo, para incen­tivá-lo, publicou o poema em prosa "Onda", num jornalzinho de Itabira, Maio. Foi o início de sua carreira de escritor.
A vida no internato não foi fácil para o jovem adolescente. Aos 17 anos, Carlos Drummond de Andrade desentendeu-se com seu professor de português. A consequência deste inciden­te foi a expulsão do colégio ao término do ano escolar de 1919.
Durante os anos de internato, Drummond descobriu que Itabira era sua terra livre — seu quarto, infinito. Tristeza, sau­dade, solidão e rebeldia marcaram esse período.
No ano de 1920, a família Drummond transferiu-se para Belo Horizonte. A ida para a capital mineira abriu novas portas para o jovem. Seus primeiros trabalhos começaram a ser pu­blicados no Diário de Minas, e ele aproximou-se de escritores e políticos mineiros.
Dois anos depois, recebeu um prémio pelo conto "Joaquim do Telhado" e publicou trabalhos no Rio de Janeiro. Em 1923, Drummond matriculou-se na Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte. O poeta, porém, jamais iria exer­cer a profissão de farmacêutico.
Ainda estudante, em 1925, Carlos Drummond casou-se com Dolores Dutra de Morais e, formado, retornou a Itabira e lecionou geografia e português no Ginásio Sul-Americano. No ano seguinte, recebeu convite para trabalhar no Diário de Minas como redator e decidiu retornar a Belo Horizonte.
Em 1928, publicou em São Paulo o poema "No meio do caminho" que se transformou num escândalo literário. Esse ano foi marcante para Drummond. Nasceu sua filha Maria Julieta e o poeta foi trabalhar na Secretaria de Educação de Mi­nas Gerais. Dessa data em diante, Drummond ocupou vários cargos ligados às áreas de Educação e Cultura dos governos de Minas Gerais e Federal, trabalhou nos principais jornais de Minas e do Rio de Janeiro e publicava seus poemas.
Em 1942, a Editora José Olympio editou Poesias e o poeta ali permaneceu durante 41 anos, até a sua ida para a Editora Record, em 1982. A fama chegou e Drummond tornou-se um dos mais conhecidos autores brasileiros — seus textos são traduzidos e lidos em diferentes países.
No dia 5 de agosto de 1987 morreu sua filha Julieta; doze dias depois, a 17 de agosto, faleceu o poeta.

POETA DESDE CRIANÇA

— O fato de a gente já ser muito conhecido, muito manja­do, aparecer frequentemente em jornal, faz com que os jovens nos procurem pedindo opiniões, e querendo mensagens, con­selhos, diretrizes, etc. Confesso que não me sinto em condi­ções de dar conselhos a ninguém, nem a mim mesmo.
Quem assim me falou com tamanha modéstia foi nada menos que um dos maiores poetas da língua portuguesa. Mo­déstia que em Drummond era natural como o próprio senti­mento da poesia: fazia parte do seu temperamento tímido, e nem por isso menos sensível ao mundo que o cercava. Era co­nhecida, por exemplo, a esquivança com que resistia a tenta­tivas de entrevistá-lo. O que tornou ainda mais importante esse seu depoimento é que ele foi das origens de sua forma­ção literária ao conceito que tinha de si próprio como poeta:
— Desde criança tive uma espécie de fascinação incons­ciente pela forma visual da palavra. Gostava muito das letras antes de saber ler: o papel com desenhos e riscos me causava uma sensação muito forte. Em matéria de literatura, para mim, tudo veio desse primeiro contato com a palavra impressa.
Assim que aprendeu a ler, começou a devorar o que lhe caía nas mãos: revistas como Fon-Fon e Careta, jornais como a Gazeta de Notícias. Um dia seu pai, com extrema benevolên­cia, resolveu lhe oferecer uma preciosidade que vinha anun­ciada num jornal de então: a Biblioteca Internacional de Obras Célebres, em 24 volumes. Era com o maior orgulho que possuía aquilo.
Quanto à poesia, propriamente, afirmava que não tinha uma técnica própria:
— Não sou capaz de fazer poema a frio, como se resolve um problema de matemática. Há um condicionamento, uma espécie de preparação determinada pelo tema. Não sou poeta no sentido clássico ou erudito da palavra: o que obede­ce a um programa, observa as regras e procura renovar. Nun­ca tive essa pretensão. Procurei apenas tirar de mim o resul­tado, em palavras, de uma emoção que sinto naturalmente, ou por provocação externa.
Passou a vida escrevendo, e não somente poemas, con­tos ou crónicas, mas cartas, ofícios, pareceres, memorandos. De súbito são vários poetas que surgem de um lado e desa­parecem do outro. Ubíquo, numeroso e esquivo, onde estará ele agora?

(Fernando Sabino)

O melhor caminho para conhecer Drummond é a leitura de seus poemas, crónicas e contos.

POESIA
Gastei uma hora pensando um verso 
que a pena não quer escrever.        
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.


NO MEIO DO CAMINHO

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Texto extraido do livro: Simplesmente Drummond/Carlos Drummond de Andrade. Série Literatura em Minha Casa - Poesia; v.1. Rio de Janiero: Record, 2002. 

Acesse http://diadrummond.ims.uol.com.br/ e saíba mais sobre o dia D 31.10/Dia de Drummond.

sábado, 22 de outubro de 2011

Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes


     O Disque 100 é canal de comunicação entre a sociedade e o poder público para recebimento e encaminhamento das denúncias, com foco na proteção das crianças. A população denuncia, o poder público, recebe, encaminha para os órgãos responsáveis para a investigação e a solução dos casos. O disque 100 também pode ser acionado em caso de flagrante, mas a denúncia será encaminhada imediatamente aos órgãos responsáveis.
      Outro diferencial, é que o disque 100, além de registrar e encaminhar, é responsável por monitorar as denúncias, procurando saber quais as providências foram adotadas pelos órgãos acionados, especialmente junto ao Ministério Público Estadual / Federal, que realiza o monitoramento das denúncias encaminhadas.
 

Para denunciar disque 100 de qualquer telefone é gratuito. 
Para denunciar pela internet visite este link, Disque 100

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"PRIORIDADE ABSOLUTA"

Paragominas realizará sua VI Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, no dia 21/10/2011 (sexta-feira), com início a partir das 07:30 h, no Centro de Ações Socioeducativas – CASECA, localizado ao lado do Posto de Saúde do bairro Camboatã, com o tema central: "Mobilizando, Implementando e Monitorando a Politica e o Plano Decenal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes”. Cabe agora a toda a sociedade paragominense,  a discussão para a construção dessa política direcionada a garantia de direitos das crianças e adolescentes, tendo em vista três focos principais: mobilização, implementação e monitoramento da Política Nacional e do Plano Decenal.
            Participe!

IV FEIRA ESTADUAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PARÁ


De 19 a 21 de outubro, toda a família paraense poderá viajar pelo fantástico mundo do conhecimento através da Feira Estadual de Ciência e Tecnologia. São mais de 30 atividades, entre exposições, observações astronômicas, palestras, oficinas e atrações culturais, promovidas por diversas instituições de ensino e pesquisa locais e nacionais. O evento é uma realização da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e acontece na Estação das Docas. Este ano, a homenageada é a pesquisadora paraense Clara Pandolfo, química referência nos estudos da biodiversidade na Amazônia. Confira a programação completa  acessando: www.semanact.pa.gov.br

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

LEGISLAÇÃO E POLITICAS EDUCACIONAIS DA EJA

Por  Manoel Paixão

A Constituição Federal determina como um dos objetivos do Plano Nacional de Educação a integração de ações do poder público que conduzam à erradicação do analfabetismo (art. 214, I). Entretanto, uma tarefa dessa envergadura exige uma ampla mobilização social, vontade política e recursos disponíveis. Pois, trata-se de garantir a educação que é um direito universal e a promoção para o desenvolvimento humano sustentável. Pois, erradicar o analfabetismo se constitui no eixo maior de um país que se propõe assumir-se como nação que favorece o processo de cidadania de seu povo, como também almeja a auto-sustentação socioeconômica e política.
Dentro desse contexto, se faz evidenciar uma concepção mais ampla de alfabetização, abrangendo jovens e adultos que não tiveram oportunidades educacionais. E nesse sentido temos a Educação de Jovens e Adultos (EJA), que desponta como uma importante modalidade de ensino, possível e capaz de mudar significativamente a vida de uma pessoa, permitindo-lhe reescrever sua história de vida, além de contribuir com as profundas transformações que vem ocorrendo no país.  A EJA é uma modalidade de ensino, amparada por lei (Lei Nº 9.394) e voltada para pessoas que não tiveram acesso ou não lograram terminar, por algum motivo, o ensino regular na idade apropriada.
É notório que o poder público tenha assumido compromissos relativos para a promoção da EJA, embora o que se observa é que os níveis alcançados até então, ainda são insuficientes para promover a erradicação do analfabetismo e para o desenvolvimento do conceito de “educação ao logo de toda a vida”, que há de se iniciar com a alfabetização, mas acredito que isso também está diretamente ligada ao atendimento, a gestão, a organização e a concepção tradicional do ensino. Porquanto, não basta ensinar a ler e a escrever, pois a EJA deve compreender no mínimo, a oferta de uma formação capaz de inserir os seus sujeitos no pleno exercício da cidadania, melhorar a sua qualidade de vida e ampliar suas oportunidades no mundo do trabalho.
É oportuno lembrar que todos podem e devem contribuir para o desenvolvimento da EJA: os governantes devem implantar políticas integradas para a EJA, às escolas devem elaborar um projeto adequado para seus próprios alunos e não seguir modelos prontos, os professores devem estar sempre atualizando seus conhecimentos e métodos de ensino, os alunos devem sentir orgulho da EJA e valorizar a oportunidade que estão tendo de estudar e ampliar seus conhecimentos. À sociedade cabe contribuir com a EJA não discriminando essa modalidade de ensino nem seus alunos, e por fim, as pessoas em geral que conhecerem um adulto analfabeto deve falar da importância da educação e incentivá-los a procurar uma escola de EJA.

Referências Bibliográficas
MELO, G. N.. Fundamentos da Educação. Caderno de Legislação. Modalidade de ensino - Educação de Jovens e Adultos. Universidade Estadual Vale do Acaraú, 2005. Pág. 33-36.
BRASIL, Presidência da República. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm. Acesso em: 28/05/2011.
EJA: Uma Educação Possível ou Mera Utopia. Disponível em: http://www.cereja.org.br/pdf/revista_v/Revista_SelvaPLopes.pdf. Acesso em: 28/05/2011.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

OS NOVOS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO NO BRASIL


Por Claudio Puty (*)

            Nos últimos anos, o Brasil começou a resgatar sua dívida histórica em relação à Educação. Entre 2003 e 2010, o governo Lula chamou para si a co-responsabilidade com estados e municípios na tarefa de mudar o triste quadro que o país apresentava nessa matéria e investiu pesadamente no ensino básico. Nesse período, os investimentos na educação foram aumentados de R$ 19 bilhões, em 2003, para R$ 60 bilhões em 2010, o que representa cerca de 5% do PIB. Dessa maneira, foi possível consolidar a universalização dos primeiros anos do Ensino Fundamental, ampliar a oferta do Ensino Médio, criar a Rede Federal de Ensino Fundamental e Tecnológico, expandir as vagas nas universidades públicas e privadas – esta por meio do Prouni – e valorizar os professores com o Piso Salarial Nacional Profissional. Agora, a educação brasileira atingiu um novo patamar, o de consolidação e aprofundamento dessas mudanças. A expressão dessa nova etapa é o novo PNE, contido no PL 8530/10, que o Poder Executivo enviou ao Congresso Nacional no final do ano passado, depois de muitos debates com a sociedade civil. O projeto estabelece as metas a serem atingidas pelo país na Educação até 2020, bem como as estratégias para alcançá-las.
O Congresso Nacional tem pela frente a tarefa de debater e aprovar um plano de educação à altura dos desafios de Brasil contemporâneo – um país em que, pela primeira vez, o crescimento econômico não está dissociado da diminuição das desigualdades. É preciso que o PNE seja efetivado como política de Estado, como sugeriu o Fórum Nacional de Educação (FNE), para erradicar o analfabetismo, universalizar o atendimento escolar com qualidade, superar as desigualdades educacionais e aperfeiçoar a formação para o trabalho e a promoção de valores humanísticos. Como deputado, apresentei várias emendas no sentido de aprimorar o projeto do Executivo. Entre elas, destaco a proposta de uma Lei de Responsabilidade Educacional, para uma definição clara sobre direitos e deveres; a eleição direta de diretores e vice-diretores de escolas públicas pela comunidade escolar; a universalização do atendimento escolar da população de quatro e cinco anos até 2016; a oferta, até 2020, de educação infantil para crianças de zero a três anos em 75% das creches; e a capacitação dos conselheiros do Fundeb, por meio de uma ação conjunta com o Tribunal de Contas da União (TCU) e os tribunais de contas dos estados (TCEs) e municípios (TCMs).  
Mas um dos maiores desafios do novo PNE é garantir o aumento dos investimentos na Educação para 7% do PIB. Para que isso aconteça, é fundamental iniciarmos, desde já, um debate no sentido de viabilizar a arquitetura financeira que nos permita dar esse salto. Nesse sentido, como presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara (CFT), apresentei um requerimento solicitando a realização de uma audiência pública conjunta na Comissão de Educação e Cultura (CEC), com o propósito de promover análises e debates sobre o sistema tributário e o financiamento público da educação no Brasil. Nesse requerimento, recomendo que sejam convidados os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Educação, Fernando Haddad, bem como o sr. Gil Vicente Reis de Figueiredo, presidente do Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior – PROIFES.
Ao viabilizar as metas e estratégias do PNE 2011-2020, estaremos contribuindo para construir o país sonhado pelos grandes educadores brasileiros, como Anísio Teixeira e Paulo Freire, que sabiam que a educação de um povo é a condição fundamental para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática. Poderemos, dessa maneira, consolidar a construção de uma nação mais justa e igualitária para as atuais e futuras gerações.

Artigo publicado em O Liberal. 03/06/2011


(*) Deputado Federal (PT-PA), presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

Leia outros artigos, acessando o blog do Deputado Federal Claudio Puty em: www.claudioputy.blogspot.com.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

VI Conferência Municipal de Assistência Social de Paragominas


Paragominas realizará sua VI Conferência Municipal de Assistência Social, no dia 05/08/2011, com início a partir das 07:30 h, no Centro de Ações Sócioeducativas – CASECA, localizado ao lado do Posto de Saúde do bairro Camboatã, tendo como tema central: “Os avanços na consolidação do SUAS, com a valorização dos trabalhadores e a qualificação da gestão dos serviços, programas, projetos e benefícios”.
A conferência é uma oportunidade para população em geral, trabalhadores da assistência, usuários e todas as entidades organizadas, governamentais e não governamentais, avaliar e propor diretrizes para a implementação da Política de Assistência Social no município.
Participe!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O QUE NÃO FAZER NAS MÍDIAS SOCIAIS

As mídias sociais apresentam inúmeras vantagens e desvantagens, mas isso vai depender da forma como são utilizadas e por quem são utilizadas. A má utilização das mídias sociais pode levar a consequências danosas a imagem de uma pessoa física ou jurídica. Qualquer deslize tem um alcance muito grande, quando se tratam de pessoas públicas ou empresas mais conhecidas então, a repercussão é bem maior. Devido a este alcance que a internet possui, é bom sempre ter cuidado com o que escrever ou compartilhar na web, por isso segue algumas dicas do que NÃO fazer nas mídias sociais:

1. Principal regra de etiqueta nas mídias sociais: não fale na rede o que não falaria pessoalmente. Se você tem dúvida se deve ou não postar alguma mensagem, pense nisso. Se os jogadores do Santos tivessem feito esta reflexão, provavelmente este episódio não teria acontecido.

2. Não compartilhe informações muito pessoais. Tudo bem que o legal das mídias sociais é você compartilhar informações e as pessoas saberem o que você está fazendo a cada instante, mas tudo tem limite. O Twitter não é um divan, se você brigou com seu namorado(a), com sua mãe ou com seu chefe, os seus 500 seguidores não precisam saber disso, inclusive, é para isso que servem os amigos. O mesmo vale para perfis corporativos, por mais que o microblog seja um pouco mais informal e que às vezes é legal colocar o que os funcionários estão fazendo na empresa, não precisa levar isso ao pé da letra.

3. Não importa a quantidade de amigos, fãs ou seguidores que você tenha, alguém SEMPRE vai ver o seu perfil, esta pessoa pode ser seu amigo, inimigo, chefe ou futuro cliente, pense nisso antes de escrever.
4. Fotos e vídeos. É muito legal compartilhar fotos e vídeos das suas viagens, congressos, encontros com os amigos, mas atenção com o tipo de imagem que você está compartilhando, bom senso é sempre essencial, sempre pense se realmente é necessário compartilhar aquele arquivo com toda a web. Novamente a mesma regra vale para perfis corporativos, é muito legal fazer aquela confraternização entre os funcionários, mas realmente vale a pena colocar as fotos no Facebook ou Orkut da empresa? Não estou dizendo que é proibido, mas é necessário avaliar bem o perfil e o objetivo da organização nas mídias sociais.

5. Seja verdadeiro. Não tente enganar seu público, perfis fakes podem ser facilmente descobertos, fazer comentários em seu próprio blog ou elogiar seus produtos em fóruns como se não trabalhasse na empresa não é uma estratégia de mídias sociais, é enganar clientes e consumidores. A vantagem dos perfis corporativos é a possibilidade de interação, então se é para criar um perfil em qualquer rede apenas para divulgar sua marca, é melhor não criar, as pessoas buscam por esta interação, é essencial que ela exista.

Extraido do site:  www.estudiodecomunicacao.com.br

quinta-feira, 21 de julho de 2011

IMPORTÂNCIA DA EMOÇÃO PARA O APRENDIZADO E TAMBÉM PARA A VIDA DO ALUNO


Por Manoel Paixão
 
A emoção tem um papel fundamentalmente importante no processo de desenvolvimento humano. Ao longo da nossa vida nos confrontamos com inúmeras situações conflitantes, passamos por momentos de descobertas, e à medida que as descobertas vão acontecendo queremos saber sempre mais, tentamos encontrar uma definição para a vida e manifestamos inúmeros sentimentos e reações (paixões, escolhas, decisões, angustias, perdas, diferenças, dor ou prazer, satisfação ou insatisfação, agrado ou desagrado, alegria ou tristeza, etc.). Partindo deste pressuposto, saber lidar com as emoções é imprescindível, e para isso, é preciso ter equilíbrio emocional. O equilíbrio emocional é determinante na formação da personalidade, do caráter, da conduta, principalmente em relação à identidade, tão importante para as relações sociais e afetivas, ou seja, para vida.

O fator emocional é essencial para o desenvolvimento e os resultados dos processos educacionais. Mas, é preciso desenvolver estratégias para trabalhar esse fator dentro do processo de ensino-aprendizagem, levando em conta, que as emoções não desempenham um papel unicamente nos processos interativos que ocorrem em sala de aula, mas também no próprio ato de ensinar e aprender. O equilíbrio emocional é tão importante para a conduta do professor no âmbito das relações que se estabelece entre este e o aluno, quanto é determinante para que o aluno consiga atribuir um sentido pessoal à aprendizagem como também para o equilíbrio pessoal ao longo da vida. Por isso, o foco das nossas escolas e dos nossos professores deve sempre estar voltado, além do incentivo ao conhecimento, para as características individuais e as relações sociais e afetivas dos seus alunos, contribuindo para que os mesmos cresçam tanto intelectualmente quanto moralmente.

A esse respeito, vale considerar, a possibilidade de que o aluno experimente a aprendizagem como objetivo pessoal, isto é, que experimente um sentido de autonomia, valores da pessoa, autoestima, ligado a sensação de gratificação e bem-estar, em que este se perceba como parte integrante e importante no processo. Uma vez que a ausência de uma educação que trabalhe o fator emocional em sala de aula, pode resultar em grandes dificuldades de aprendizagem por parte do aluno e trazer prejuízos que poderão afetar a sua formação como pessoa.

Assim, cabe ao professor estar atento as diversas atitudes e comportamentos dos alunos em sala de aula. Pois, a sala de aula é um espaço adequado para que o fator emocional seja trabalhado, a partir, por exemplo, do controle de impulsos, da motivação, da canalização das emoções para situações apropriadas, ajudando-os a liberarem seus melhores talentos, e a conseguir seus objetivos e interesses comuns.
 
Referências

COOL, César; MARCHESI, Álvaro; PALÁCIOS, Jesús; Trad. MURAD, Fátima. DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E EDUCAÇÃO. Afetos, emoções, atribuições e expectativas: o sentido da aprendizagem escolar. 2 ed. - Porto alegre: Artmed, 2004. 
GOMIDE, Rafaela Vale S. A afetividade e o processo de ensino e aprendizagem. Publicado em 05/03/2007. Disponível em: http://www.webartigos.com. Acesso em: 02/04/2011.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

VEM AÍ A AGROPEC 2011!

A 45ª Exposição Estadual dos Produtos do Campo, acontecerá de 13 a 21 de agosto, no Parque de Exposições Amílcar Tocantins, em Paragominas-PA.


Confira a programação e participe:
13/08/2011 - Sábado
08:00 às 18:00 hs - Recepção dos Animais.
20:00 hs - 3º Leilão Balde Cheio.
21:00 hs - Abertura Oficial da 45ª Agropec.
21:00 hs - Rodeio.
23:00 hs - Show Daniel.

14/08/2011 - Domingo
09:00 hs - Cavalgada.
14:00 hs - Corrida de Kart Cross (Pólo Moveleiro).
21:00 hs - Rodeio Locutor Marcos Brasil.
23:00 hs - Show João Vitor e Adriano e Ritchie & Maikon (Entrada franca).

15/08/2011 - Segunda-feira
19:30 hs - Palestra Sicredi "Pespectivas para o Agronegócio: Boi, Milho e Soja".
21:00 hs - Rodeio.
23:00 hs - Show Banda Orfário (Entrada franca).

16/08/2011 - Terça-feira
08:00 hs - Pesagem e diagnóstico de gestação dos animais.
19:00 hs - 10º Leilão Boi Branco (Tatersal da Fazenda Boi Branco).
21:00 hs - Baile country com escolha da Miss Agropec 2011.
21:00 hs - Rodeio.
21:00 hs - 8º Celebrai Renovação Carismática Católica com Diego Fernandes (Entrada franca).

17/08/2011 - Quarta-feira
08:00 hs - Início de Julgamento de Bovinos.
13:00 hs - Fórum Fundo Vale: Municípios Verdes.
19:00 hs - II Leilão Leilo Norte (Tatersal do Parque de Exposições).
21:00 hs - Rodeio.
21:00 hs - Show Gospel David Quinlan e banda (Entrada franca).

18/08/2011 - Quinta-feira
08:00 hs - Continuação de Julgamento de Bovinos.
08:00 hs - Workshop Tecnológico sobre a produção leiteira (Sebrae).
14:00 hs - Palestra Empreendedor Individual (Sebrae).
19:00 hs - Palestra Show (Sebrae)
20:00 hs - 9º Leilão Guzerá Peso Pesado.
21:00 hs - Rodeio.
23:00 hs - Show Oficina do Samba (Entrada franca).

19/08/2011 - Sexta-feira
08:00 hs - Continuação do Julgamento de Bovinos.
14:00 hs - Julgamento de Eqüinos.
19:00 hs - 7º Leilão Condomínio Paragominas.
21:00 hs - Rodeio.
23:00 hs - Show Forró Anjo Azul.

20/08/2011 - Sábado
08:00 hs - Julgamento de Eqüinos.
11:00 hs - 16º Leilão Produção Fazenda Promissão.
21:00 hs - Encerramento Oficial da 45ª Agropec.
21:30 hs - Rodeio.
23:00 hs - Show Michel Teló.

21/08/2011 - Domingo
08:00 hs - Julgamento de Eqüinos.
18:00 hs - Saída dos Animais.
21:00 hs - Rodeio.
23:00 hs - Show Mariozan Rocha (Entrada franca).

Mais informação acesse: www.sprparagominas.com.br


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Serviço de atendimento às mulheres que vivem situações de violência


Se você é mulher e está vivendo uma situação de violência
Disque 180 - Central de Atendimento à Mulher
Você pode ligar de qualquer lugar do Brasil.
A ligação é gratuita.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

RELAÇÕES ENTRE EDUCAÇÃO E TRABALHO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

por Manoel Paixão

A educação é a solução para os problemas de ordem socioeconômica enfrentados pela classe trabalhadora e principalmente para a construção de uma sociedade mais justa. E dentro desse contexto a Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem um papel relevante para a reversão desse quadro.

Dentre os problemas enfrentados, podemos citar o desemprego, além do analfabetismo e da baixa escolaridade da maioria da população de baixa renda. Tais problemas são reflexos da relação estabelecida entre educação e o mundo do trabalho, e perpassa pela valorização ou rejeição do trabalho como componente central do processo educativo.

Diante disso, é importante que o processo educacional existente no país, atenda à classe trabalhadora e população em geral, pretendendo à sua formação integral e individual, visando à preparação para a vida e não apenas com o intuito de atender as exigências do mercado de trabalho.

Tendo em vista o atual momento social, político e econômico do país, chama atenção à questão da relação dual entre o mundo do trabalho e a oferta educacional existente. Tal questão se reflete no discurso da empregabilidade, mas nem todos terão sucesso ao disputar uma vaga no mercado de trabalho, gerando desempregados e trabalhadores precarizados.

Por isso, é preciso refletir sobre qual educação temos e qual consideramos ser a mais adequada para a classe trabalhadora, visando sempre a formação de um cidadão trabalhador, que possibilite a esse optar pelos caminhos a serem trilhados ao longo de sua vida. Entendendo, também que qualquer projeto que envolva educação e trabalho, precisa ser articulado e construído, também, pelos trabalhadores.

Desta forma, a educação oferecida à classe trabalhadora privilegiaria a superação da exclusão do saber escolar formal e seria capaz de articular os diferentes saberes produzidos por essa mesma classe, em prol da formação ampla do cidadão, ou seja, que trabalhe a educação muito mais como um canal de formação da cultura geral e de construção do conhecimento e do homem como um ser dirigente do que, simplesmente, como possibilidade de informação ou transmissão de determinados conteúdos.

A EJA pressupõe muito bem essa relação entre a educação e o mundo trabalho, considerando que muitos dos alunos da modalidade trabalham, além, daqueles que ainda não se inseriram no mercado de trabalho, mas que buscam por tal oportunidade. No entanto, a modalidade EJA apenas garante o acesso do trabalhador à escolarização, mas é preciso muito mais do isso, como por exemplo, viabilizar as necessidades de estudar e de trabalhar para os que tentam combinar as duas atividades, tornar a escola um espaço destinado à educação integral, que permita a esse o acesso ao conhecimento, à cidadania, às relações sociais, às experiências culturais diversas, que podem contribuir como suporte no desenvolvimento singular desse aluno como sujeito sócio-cultural e na elevação de sua auto-estima. Por isso, o sistema de ensino deve garantir ofertas educacionais apropriadas para essa parcela da população.

Assim, a partir de questões atuais como desenvolvimento, crescimento e sustentabilidade, uma nova forma de relação entre educação e trabalho se faz evidenciar, e a EJA desponta como parte integrante deste processo para a formação do cidadão, que culminará na superação das desigualdades sociais, das barreiras da exclusão que atinge a classe trabalhadora no país, sobretudo no que se refere ao acesso ao ensino obrigatório, a sua permanência e, ainda, a uma educação de qualidade para todos.

Referências bibliográficas

O diálogo entre Trabalho e Educação de Jovens e Adultos. Disponível em: http://www.anped.org.br/reunioes/27/gt18/t183.pdf. Acesso em: 28/05/2011.

Proposta Pedagógica. Educação e o mundo do trabalho. Disponível em: http://www.forumeja.org.br/files/Proposta%20Pedag%C3%B3gica_2.pdf. Acesso em: 28/05/2011.

A EJA e sua participação no crescimento da produtividade brasileira. Disponível em: http://www.brasilescola.com/economia/a-eja-sua-participacao-no-crescimento produtividade-htm. Acesso em: 28/05/2011.