"Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos com as atrocidades praticadas contra outros, perdemos também o direito de nos considerarmos seres humanos civilizados." ― Vladimir Herzog

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Painel Paulo Freire, obra de Luiz Carlos Cappellano.

Painel Paulo Freire, obra de Luiz Carlos Cappellano.
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Força, Chapecoense!

Ainda em meio a comemoração eufórica do título de Campeão Brasileiro de 2016, eneacampeonato conquistado pelo Palmeiras no último domingo (27), depois de um jejum de 22 anos, hoje fui impactado com a notícia da queda do avião que transportava a equipe da Chapecoense e vários profissionais da imprensa esportiva brasileira. O acidente deixou 71 mortos e 6 feridos.

A Chapecoense disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, nesta quarta-feira (30), em Medellín, na Colômbia. Em 43 anos de existência, o possível título inédito dessa competição seria até então a maior conquista da sua história.

Lamentavelmente, o que poderia ter se transformado em motivo de alegria – aqueles bons momentos que o futebol nos proporciona –, terminou em dor e tristeza. 

Quero me solidarizar com os familiares e amigos das vítimas dessa tragédia. Fica aqui também a minha homenagem à comissão técnica, aos jogadores, além de jornalistas, radialistas, comentaristas esportivos e tripulantes, que perderam suas vidas neste terrível acidente aéreo, e aos que sobreviveram desejo muita força e boa recuperação. 

Força, Chapecoense!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Esse país não pode caminhar da forma como eles querem!

Se têm uma coisa que está sendo escandalosamente escancarada nesse país, essa é o caráter político do Tribunal de Contas da União (TCU). Desde a construção do impeachment da presidenta Dilma que culminou no golpe parlamentar, do qual o órgão foi decisivo, agora está agindo com a intenção muito clara de atacar e desmantelar políticas públicas exitosas dos últimos anos, como é o caso do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), ao afirmar que este é um programa “ineficaz”. O Fies tem sido uma importante ferramenta para que estudantes de baixa renda tenham acesso ao ensino superior. Conforme o balanço mais recente, de 2015, o programa atende cerca de 2,2 milhões de estudantes em todo o país. Só no primeiro semestre deste ano, mais de 250 mil pessoas foram atendidas com o Fies. Vale pensar como seria se não existisse uma política de financiamento desse tipo no país, muita gente não teria condições de acesso à universidade. É aceitável que qualquer programa precise sim passar por constantes avaliações e até reformulações. Porém, o inaceitável, é que um órgão com viés técnico como é o TCU, que deveria apresentar pareceres estritamente técnicos, esteja sendo tomado por um viés político. Assim, como procedeu no processo de impeachment, inclusive criando fato político, sentimos o mesmo agora expresso nessas palavras: “Não posso deixar de destacar minha indignação com o descalabro da gestão do Fies”, afirmou, em sessão, a ministra Ana Arraes, relatora do processo no TCU. O atual governo tem deixado muito evidente os seus interesses contra o povo – principalmente contra a classe trabalhadora e estudantil –, com medidas que visam restringir a responsabilidade do país de investir em políticas públicas que permitam a ascensão socioeconômica dos seus cidadãos. E é óbvio, que um governo que chegou ao poder por meio de um golpe, sem nenhuma legitimidade, não possui nenhum compromisso com o povo. Tais medidas compartilhadas pelo PMDB, PSDB e DEM, mostram o descaso em relação a áreas importantes como a educação, e segue na contramão da necessidade do país de ampliação de suas políticas públicas. E dentro desse contexto, dá a impressão de que o TCU assumiu um papel de aliado de peso desse governo. O Fies é fundamental para o país, e isso está provado e comprovado, pois já ajudou a mudar a realidade de vida de milhões de brasileiros(as). E esse país não pode caminhar no sentido contrário de todo o avanço conquistado nos últimos 13 anos.

De tantas outras histórias, aqui vai mais uma importante para se contar!

Calero foi ministro da Cultura. Geddel foi ministro da Secretaria de Governo, sendo considerado um dos homens forte de Temer no Palácio do Planalto, responsável pela articulação política do governo. Calero acusou Geddel de tê-lo pressionado a conceder a licença de construção de um prédio de luxo localizado em um bairro nobre de Salvador, que havia sido barrado pelo Iphan. Imediatamente, aliados do governo Temer saíram em defesa do Geddel. Temer por sua vez disse que não viu tráfico de influência do Geddel. Em seguida, Calero também disse que Temer interveio em favor dos interesses do Geddel. Guardadas as devidas proporções, Geddel enviou sua carta de demissão ao Temer. Por conseguinte, o Temer aceitou de bom grado o pedido de demissão do Geddel. Há quem diga, que para tirar foco do próprio Temer. Com a queda de Geddel, já é a sexta baixa de ministros em seis meses do governo Temer. Considerando que este é um governo movido pelo oportunismo barato e interesses escusos, muito mais coisas desse tipo e até piores estão vindo por aí. Quanto a esse caso envolvendo o Geddel, não tão diferente do que foi com outros ministros envolvidos em trapalhadas e escândalos – a exemplo do que aconteceu com o então ministro do Planejamento Romero Jucá –, assim que acalmados os ânimos, a tendência é tudo fique por isso mesmo. E o Temer segue sendo o mesmo golpista e ilegítimo de sempre, e com seus planos para desmontar e entregar o país. Até aqui, e em tão curto espaço de tempo, o governo Temer já tem o seu – greve e crescente – histórico de desordem político-institucional. Tudo isso, sem o soar das panelas, apitos e buzinas, e sem as camisas da CBF e faixas verde-amarelas, típicos instrumentos dos que outrora faziam plantão, se dizendo indignados com tanta bandalheira na política e inimigos declarados da corrupção.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Da página no Facebook, Cartunistas contra o golpe: Últimos acontecimentos!

Por Simanca

Por Alves

Por André Dahmer

Por Bira Dantas

Por Zepa Ferrer

Por Aroeira

Por Duke

Por 17 votos a 3, Comissão da Câmara rejeita convocação de Geddel

"O Congresso Nacional atual revive o período FHC, época em que qualquer tipo de investigação era tratorada no parlamento. Nesta quarta, por 17 votos a 3, Comissão de Fiscalização Financeira rejeitou a convocação de Geddel para prestar esclarecimentos. Blindagem foi encabeçada por PMDB, PSDB, DEM, PP e PTB."

Geddel Vieira Lima é um dos homens fortes de Michel Temer
Por 17 votos a três, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara rejeitou nesta quarta-feira (23) requerimento apresentado pelo PT para que o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) fosse convocado ao colegiado para explicar a denúncia feita pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de que ele o teria pressionado a produzir um parecer técnico para liberar a construção de um prédio no qual adquiriu um apartamento.

Votaram a favor do requerimento apenas três deputados do PT: Adelmo Leão (MG), Paulão (AL) e Jorge Solla (BA), que apresentou o requerimento. Os que votaram para que a convocação fosse derrotada são do PMDB, partido de Geddel, PP, PTB, Pros, PR, PRB, PV, DEM, PSDB e SD.

“Ele [Geddel] acha que não é nada demais prevaricar. Ele acha normal tentar mudar um parecer de um órgão público para fins pessoais”, disse Solla antes da votação.

Em votação simbólica, governistas também derrotaram outro requerimento apresentado por Solla, desta vez para que Calero fosse convidado à comissão.

Geddel Vieira Lima é investigado pela Comissão de Ética da Presidência da República. Ele teria pressionado o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, a produzir um parecer técnico para liberar um empreendimento de luxo na Bahia. Geddel fez uma promessa de compra e venda de uma unidade no condomínio avaliada em mais de R$ 2 milhões.


*Comentário do Manoel Paixão: "Ah, se fosse um ministro dos governos Lula ou Dilma. Aí já viu né. A grande mídia trataria logo como se fosse o fim do mundo. Os paladinos da moralidade de sempre partiriam com tudo pra cima do governo. O ministro seria quase que obrigado a comparecer a comissão. Quando não, sua demissão seria exigida com tamanha pressa, sem que o mesmo tivesse a chance de manifestar e/ou se defender. Mas, isso só aconteceria se fosse com um ministro dos governos Lula ou Dilma. Tal procedimento não se aplica a outros governos. E a prova taí, basta ver como o Geddel está sendo tratado."